Strelitzia reginae, conhecida no Brasil como Ave do Paraíso, é uma das plantas mais importantes da África do Sul, a sua terra natal. Representando a liberdade e o orgulho de ser sul-africano, ela é tão importante para a nação que até já esteve na moeda de 50 centavos do país. Dona de uma beleza que a fez ser levada para muitos lugares, ela também ganhou diversos significados ao redor do mundo.

A Ave do Paraíso já esteve mais de uma vez ilustrando moedas da África do Sul

Levada para a Inglaterra em 1773, seu nome científico Strelitzia reginae é uma homenagem à rainha Charlotte Sophie, nascida no Grão-Ducado de Mecklenburg-Strelitz. Charlotte era esposa de Jorge III, o então rei da Inglaterra. Assim, o gênero Strelitzia se refere ao lugar de nascimento de Charlotte, enquanto o epíteto reginae se refere ao seu título real: em latim, a palavra “Regina” significa rainha.

A partir da influência inglesa em diversos territórios, a majestosa Strelitzia reginae foi levada para vários lugares. Curiosamente, na Califórnia, onde chegou em 1853, ao mesmo tempo em que era cultivada pela comunidade japonesa por lembrar o Tsuru, ave sagrada do Japão, a planta ganhou um significado sexual por ser o nome em inglês do filme Bird of Paradise (1932), que tinha forte apelo erótico para a época.

Pela exuberância das cores de suas flores e pela durabilidade destas após o corte, a Strelitzia reginae se tornou muito frequente nos arranjos decorativos. Porém, ela demanda paciência: o seu desenvolvimento é extremamente lento, levando aproximadamente 5 anos para florescer pela primeira vez. Porém, a partir daí é só alegria, oferecendo o seu colorido entre os meses de setembro e maio em todos os anos.

O colorido da Ave do Paraíso demora cerca de 5 anos para aparecer, mas não decepciona e é uma das metáforas para a conquista da liberdade

De modo geral, apesar de ter um ritmo mais devagar, a Strelitzia reginae é uma planta de fácil cultivo no Brasil. Pela sua origem sul-africana, ela se dá bem em climas tropicais e subtropicais, gosta de bastante matéria orgânica e ama um sol pleno, mas consegue se dar bem com a luz indireta se o ambiente em que estiver localizada apresentar muita claridade e for bem ventilado.

Porém, como a Strelitzia reginae precisa de, no mínimo, 3 horas de luz solar e boa ventilação, seu solo seca com facilidade, de modo que sua rega deve ser abundante, mas sem encharcar. Por isso, caso ela receba água em excesso, suas folhas ficarão marrons. Nesse sentido, borrifar água é uma ótima prática para umidificar, ao mesmo tempo em que remove a poeira que atrapalha sua fotossíntese.



Referências