Helianthus annuus, popularmente conhecido como Girassol, é uma das plantas mais famosas da história. Tema de inúmeras pinturas, filmes e músicas, além de personagem importante em diversas culturas, ele é uma florífera carregada de várias simbologias e curiosidades.

Nativo dos Estados Unidos e do México, o Girassol, tão retratado nas telas de Van Gogh, se espalhou pelos lugares mais distantes muito antes da descoberta da América, em 1492. Isso porque, dos ventos ao aparelho digestivo dos animais, tudo é usado pelas plantas para disseminar sementes pelo mundo. No caso do Girassol, pássaros e insetos foram os principais aliados para o Helianthus annuus se espalhar pelo planeta.

Na Grécia, um dos territórios alcançados pelo Helianthus annuus, existia a crença de que o Girassol, na verdade, seria uma ninfa: Clície. Ela teria se apaixonado por Hélio, o Deus do Sol, mas foi rejeitada pela divindade, que preferiu ficar com a irmã de Clície. Desiludida, a ninfa passava os dias olhando para o sol e teria definhado aos poucos até virar a flor.

Os Girassóis são alguns dos principais temas das obras de Van Gogh

Além de explicar a origem da planta, essa seria também uma tentativa de justificar o seu comportamento heliotrópico – ou seja, de girar seu caule em direção ao sol. Na verdade, isso acontece para equilibrar seu desenvolvimento, pois o lado não iluminado cresce mais do que o lado que recebe sol. Ao atingir o tamanho ideal e parar de crescer, todos os Helianthus annuus ficam virados de forma definitiva para o leste.

Apesar de provavelmente já ser conhecido no continente europeu, o que explicaria a sua presença na mitologia grega, entende-se que a história do Girassol na Europa começa para valer a partir do século 16. Os espanhóis teriam levado a planta para o continente para um uso ornamental, mas, com a convivência com os indígenas americanos, vislumbraram outras possibilidades.

Cultivado pelos indígenas desde 1000 a.C., o Helianthus annuus já era usado pelos povos originários norte-americanos como alimento muito antes de chegar à Europa (suas sementes, por exemplo, eram usadas para produzir farinha), mas também como corante e cicatrizante. Em 1739, há a primeira menção literária ao óleo de girassol, que, em 1830, passa a ser produzido em larga escala no continente europeu.

Apesar de ter surgido na América do Norte, o Girassol fez um grande sucesso na Europa, especialmente na Rússia e na Ucrânia

De todos os países europeus, um dos que mais se ligou ao Girassol foi a Rússia. Por lá, inclusive, foi criada a variedade Helianthus annuus ‘Mammoth Russian’, para a produção de óleo. Porém, até 2022, o território ocupava apenas o segundo lugar no ranking de exportações do produto. Em primeiro lugar, vinha a Ucrânia. Com o conflito entre as duas nações, o topo da lista tem alternado entre esses países.

Podendo alcançar até 2 metros de altura em espaço aberto, o Girassol precisa de bastante iluminação direta, temperaturas quentes e solo com uma certa umidade, mas não encharcado. Porém, mesmo com todo o amor e carinho, ele não vai durar muito: por ser uma planta de ciclo anual, vive sua vida inteira em apenas 12 meses. Mas, a partir das sementes que surgem na sua flor, é possível dar vida a um novo Girassol.


  • Principais nomes populares: Girassol, Sun Flower
  • Reino: Plantae
  • Filo: Streptophyta
  • Classe: Equisetopsida
  • Subclasse: Magnoliidae
  • Ordem: Asterales
  • Família: Asteraceae
  • Gênero: Helianthus
  • Espécie: Helianthus annuus
  • Origem: Estados Unidos e México
  • Nativa no Brasil: Não