O mais sábio entre todos os signos, Peixes representa a última constelação zodiacal. Portanto, ele traz consigo todos os aprendizados dos seus antecessores. Nesse sentido, por serem pessoas empáticas e saberem que o mundo pode sim ser um lugar mais otimista, as Piscianas têm como principais características a generosidade, a simplicidade e a gentileza. Curiosamente, esses também são aspectos muito associados a uma das plantas mais igualmente esperançosas que existem por aí: a Margarida.

A Margarida é a mais pisciana das flores

De fato, muitas espécies são popularmente conhecidas como “Margarida” – ou “Daisy”, em inglês. A Bellis perennis, contudo, é considerada a mais comum mundo afora. Em geral, ela é muito confundida com a Leucanthemun vulgare, que é popularmente conhecida como “Margarida Bem Me Quer”. Porém, elas se diferenciam no tamanho das suas estruturas – a Leucanthemun vulgare é muito maior.

Nativa da Europa à Ásia Central, a Bellis perennis se tornou influente logo na Idade Antiga. Isso aconteceu, em princípio, pelo seu uso com finalidade medicinal. Por consequência dos seus efeitos diuréticos, anti-espasmódicos, anti-inflamatórios, expectorantes, antibacterianos, antifúngicos, anti-oxidantes e homeostáticos, havia a crença, durante o período medieval, de que o simples ato de usar uma coroa de Margaridas poderia proteger as crianças de qualquer mal.

Séculos mais tarde, as Margaridas, de fato, iriam contribuir na luta pela paz do mundo: como boas Piscianas, elas se tornaram um símbolo da contracultura.

Para quem é de Peixes, o respeito sempre vem em primeiro lugar: as Piscianas precisam sentir que estão em um mundo onde cada pessoa pode ser quem é. Nesse sentido, nas décadas de 1960 e 1970, a contracultura foi o resultado de vários movimentos que rejeitavam as normas culturais vigentes, as quais eram baseadas na opressão e discriminação de vários grupos sociais.

Entre as lutas que marcaram a contracultura, estavam o movimento pelos Direitos Civis e pelos Direitos das Mulheres, bem como o fim da Guerra do Vietnã. Em 21 de outubro de 1967, cerca de 100 mil manifestantes marcharam pacificamente em Washington, com o intuito de pedir o fim do conflito. Entretanto, diante da postura agressiva da polícia, que os ameaçava com armas, os presentes no protesto, inspirados pelo movimento hippie, optaram por responder colocando Margaridas e Crisântemos nos rifles.

A Margarida foi uma importante personagem no movimento Flower Power, que reivindicava, entre outras questões, o fim da Guerra do Vietnã

A Margarida é, assim, historicamente um sinônimo de movimentos pacíficos. Inclusive, o próprio símbolo da paz, criado em 1958 pelo artista Gerald Holtom, é muitas vezes reproduzido com a flor. Não obstante, também são várias as Margaridas da vida real ligadas à não-violência. Nos EUA, por exemplo, a jornalista Daisy Bates lutou pelos direitos civis nos anos 1960; no Brasil, Margarida Alves, morta em 1983 por lutar pelos trabalhadores rurais, inspirou a Marcha das Margaridas, pela paz no campo.

Apesar de serem conscientes socialmente, é comum que as Piscianas se vejam num constante conflito entre viver a utopia ou a realidade, entre o “Mundo da Lua” e a Terra. Essa dualidade é, inclusive, também um outro paralelo em relação às Margaridas: elas possuem dois tipos de flores. As chamadas flores de disco são a parte amarela e central, enquanto as flores dos raios são brancas ou com leves tons de roxo. A junção dos dois grupos de flores é chamado de “capítulo e é encontrado em toda a família das Asteraceae.

O “capítulo” é encontrado em toda a família das Asteraceae.

Por reunirem em si todas as emoções humanas, as Piscianas demandam uma grande conexão afetiva, assim como as Margaridas. Para florescer, a Bellis perennis precisa de muito sol, regas constantes, bem como um solo que seja não apenas rico em matéria orgânica e com uma boa drenagem, mas também com um pH perto da neutralidade. Apesar de ser perene, é comum que ela não viva por muito tempo mesmo com o melhor dos cuidados. Porém, ela se reproduz com facilidade e certamente deixará um legado para as próximas gerações.


  • Principais nomes populares: Margarida, Daisy
  • Reino: Plantae
  • Filo: Streptophyta
  • Classe: Equisetopsida
  • Subclasse: Magnoliidae
  • Ordem: Asterales
  • Família: Asteraceae
  • Gênero: Bellis
  • Espécie: Bellis perennis
  • Origem: Albânia, Alemanha, Armênia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bielorrússia, Bulgária, Cazaquistão, Chipre, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Hungria, Irã, Iraque, Irlanda, Itália, Líbano, Noruega, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Síria, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão, Turquia, Ucrânia e Uzbequistão.
  • Nativa no Brasil: Não

Referências