A Onze Horas, cujo nome científico é Portulaca grandiflora, é uma planta muito afetiva para os brasileiros, por ser presente em boa parte dos jardins de vó. Com sua aparência simpática, parece inocente e ingênua, mas não se engane: ela é capaz de tudo para garantir o seu domínio territorial. Foi assim que ela conquistou o mundo todo.

A Onze Horas (Portulaca grandiflora) faz parte do time das suculentas

Da Nigéria à República Tcheca, de Cuba até a Arábia Saudita, a Onze Horas está presente nos mais diversos cenários, tanto em versões originais quanto em exemplares criados por ação humana.

A Onze Horas (Portulaca grandiflora) conta com raízes fibrosas que garantem o seu domínio territorial

A sua estratégia pode ser bem cruel. Em primeiro lugar, você piscou e a Portulaca grandiflora ocupará metros: ela cresce muito rapidamente, deixando assim pouca chance para outras plantas brilharem.

Porém, além disso, a Portulaca grandiflora tem um plano B caso outras espécies queiram insistir na disputa por espaço: suas raízes fibrosas podem roubar os nutrientes e, até mesmo, sufocar as raízes das competidoras.

Outro ponto importante é que, apesar de suas flores chamativas e coloridas atraírem muitos agentes polinizadores, como as abelhas, seu pólen facilmente se espalha com o vento. Além disso, as suas sementes também conseguem chegar a longas distâncias.

Essa combinação de se disseminar com facilidade, aliada a um cultivo pouco exigente e à sua explosão de cores, fez com que a Portulaca grandiflora também fosse introduzida mundo afora.

A Onze Horas (Portulaca grandiflora) tem uma estrutura de polinização que facilita a sua disseminação mundo afora

Seu nome popular faz menção ao fato de que suas flores abrem preferencialmente às 11 horas da manhã, hora de maior luminosidade, mas se fecham com o passar do dia, devido às estruturas fotossensíveis presentes nas suas folhas.

Internacionalmente, além de ser conhecida como Eleven o’clock (a tradução literal de “onze horas”), ela também é chamada de Moss Rose, ou Rosa Musgo. O que explica esse apelido é o aspecto de suas flores, as quais lembram as Rosas selvagens, que também são rasteiras.

Já no que diz respeito ao nome científico, o gênero Portulaca vem do latim Portula, que significa “pequena porta”. Isso porque Carl Linnaeus, o criador da taxonomia botânica, comparou a tampa da cápsula da semente a uma pequena porta. Já a denominação da espécie – grandiflora – significa grande flor.

No Brasil, ela é nativa nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, regiões nas quais pode se desenvolver com mais facilidade, e floresce no final da primavera. Ela prefere solos bem drenados, porque, como possui reservatórios de água, o excesso de umidade apodrece as suas raízes.

A Onze Horas (Portulaca grandiflora) precisa da combinação de solo bem drenado e alta luminosidade

  • Principais nomes populares: Onze-Horas, Rosa-Musgo
  • Reino: Plantae
  • Filo: Streptophyta
  • Classe: Equisetopsida
  • Subclass: Magnoliidae
  • Ordem: Caryophyllales
  • Família: Portulacaceae
  • Gênero: Portulaca
  • Espécie: Portulaca grandiflora
  • Origem: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Peru e Uruguai.
  • Nativa do Brasil: Sim (Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná)